A Caminho da Luz

Linha do Oriente

Homenagem a Uma Entidade Oriental

 

Na pérgula distante que em meu sonho vejo, no róseo mármore a confundir-me entre uma e outra pilastra, a aproximar-se cada vez mais, forma-se um vulto de mulher. Tão cândida e serena com seu diáfano manto, que mais parece ser a bruma de um encanto, surge sorridente e altiva. Com porte real, traz na mão uma rosa de suave perfume e parece vir até bem junto de mim numa melodia de acalanto.

Ao passo que se aproxima o vulto, arco-íris rotativos, de luzes difusas, brilham harmoniosamente. Inexplicável, impalpável, mas de uma realidade sutil aos olhos meus.

Imóvel fico, não querendo perder nem um segundo dessa visão, a que não tenho direito como mortal.

Entre uma e outra nesga de luz vejo até mesmo sua tez. Não defino sua procedência e minha curiosidade se completa quando a seus pés vejoservas a lhe estender sob o andar flutuante, um tapete de folhas douradas, pintado pelos merecimentos de um longo tempo: dádivas de nosso pai Oxalá.

Passa depois envolvida em aromas de jasmim e alfazema, numa nuvem de perfume, dando então entrada triunfal no Astral Superior. Sigo seus gestos, pois convida-me de mão estendida a andar junto dela, qual criança, tão pequenina e tão inexperiente ante tanto deslumbramento.

A ternura que sinto é como se tivesse encontrado a paz que há muito procurava. Ela é quem me dá esses momentos tão encantadores; ela, também, quem tira de mim a insegurança, andando de mãos dadas por lugares istantes, onde a saudade talvez faça com que de meus olhos rolem lágrimas.

Não ouso perguntar à minha benfeitora quem ela é; apensa, em meu pensamento, forma-se uma pergunta sutil, quase apagada, mas meu olhar súplice trai completamente esse desejo.

A dama rainha compreende, porém, minha intenção e sorrindo responde: “Sou tua amiga, sou quem te leva a distância, mostrando-te, intuindo-te, para que conheças os astros mais de perto. Um dia talvez, não tarde, nos reencontraremos; então terás alcançado um pouco mais.”

 

A Linha do Oriente é uma linha específica de cura. Seu nome não significa que todas as entidades que nela trabalham tenham tido encarnações como orientais, mas refere-se à vibração de cura. Nela podem ser enquadrados espíritos que, quando encarnados, tiveram diversas nacionalidades. É claro que os povos orientais, por serem muito antigos, como é o caso dos indianos, egípcios, sumérios e outros mais, são partes importantes da vibração pois já evoluíram e já estão dentro dessa filosofia de cura.

Não existem falanges dentro dessa linha. Normalmente as entidades nem gostam de dar nomes: elas trabalham por meio dos médiuns, dentro de uma incorporação: muitas vezes a entidade da Linha do Oriente entra para ajudar alguém doente, sem que o leigo o perceba o sinta. Em outros casos, a entidade da Linha do Oriente baixa a vibração e se desdobra; é o caso, por exemplo, de um grande lama tibetano que pode apresentar-se dentro da umbanda sob a forma de um caboclo. Os grandes falangeiros das outras vibrações, geralmente, são entidades orientais atuando em um desdobramento.

 

 

Hábitat
Colinas descampadas, praias desertas

Imantação
trigo em grão, posto de molho por as a três horas antes da imantação; mingau grosso de aveia; maçã, pêra, uva, abricó, damasco seco, morango, abacaxi, tâmara, melancia

Libação
Suco de morango ou abacaxi; hidromel (água, mel e baunilha em fava)

Flores
Todas as flores que sejam brancas e tenham o miolo amarelo: dália, rosa, margarida, lírio, crisântemo

Banho de Descarrego
Alfazema, sândalo, jasmim, violeta, heliotrópio (de preferência em essências)

Cores
Toda gama do amarelo

Sincretismo
Não tem. Considero sem fundamento a opinião de que a linha é chefiada por São João Batista

Guias
Levam 108 contas, alternando uma amarela e uma branca

Aroma principal
Alfazema

Parte do Corpo
Estômago

Assuntos Relacionados
Equilíbrio psicológico

Vibração
Definição de situações

Atuação
Evolução na espiritualidade

Metal
Ouro branco

Flores
Todas as flores que sejam brancas e tenham o miolo amarelo: dália, rosa, margarida, lírio, crisântemo

Pedras
Amazonita, granada